No tempo dos livros mortos, enterrados pelas areias do tempo, sente-se, escolha um canto e perceba com quão sutil dever lhe levaram os dizeres e os fazeres de outrora.
Veja que as alianças não apregoadas se foram com os ventos que estas não tocaram, e que todo pedaço de matéria viva de sonho muda de significado. E isto se faz pelo vão dos dedos, espreitado por olhos que não se dão conta de que além de vistos não vêem.
Veja também que as palavras perdem o som, e no papel perdem a forma, o efeito, e nada que diga soará para mudar o que já não se ouve. Inevitavelmente um mundo surdo, um mundo de mudos.
Observe que os antigos laços afrouxam, mas não em força. Apenas maleabilizam sua existência, adaptado-a a grandes distâncias e velhas memórias. Os laços novos? Estes são insípidos e sem colorido, na verdade, não há mais ânimo para se embrulhar presentes.
No tempo dos livros mortos, que aparentemente nunca tiveram vida, tudo é o mesmo, porém, nada é igual, basta apenas, assíduo leitor, abrir seus olhos e ver sua face em rabiscos na areia, perder-se no silêncio e notar até onde ontem não é hoje e o de sempre nada dura.
Will
Apenas cortando a rotina com algum som inaudível... Adieu.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Retratações deixadas próximas ao espelho
E eu estava errado. Errado quando criei absurdos pra nutrir o egocentrismo exacerbado que convive comigo. Errado em odiar os outros quando deveria odiar a mim ou odiar o ódio. Suficientemente errado pra dizer que não faria diferença e que os dias passariam como se nada houvesse acontecido.
E nada tenho a fazer, a não ser me desculpar pelas sandices que povoam o inóspito buraco da minha mente, que nada tem a não ser conspirações tolas, de uma falta de senso sem rumo, que leva só ao desastre.
E temo dizer que não é a primeira, nem será a última vez que acontecerá. Por mais que eu e você achemos descarado afirmar tal iniquidade.
Por isso complemento com mais, dizendo errada a minha teoria da substituibilidade e errada minha arrogância ignorante, não em conhecimento, mas em existência.
Nada é reparável, nada é ignorável, nada é perverso demais a ponto que não se possa tirar algo proveitoso. Portanto reitero os alicerces do que pra mim já havia dado como morto, e me desculpo pelas vítimas que julguei feridas, e os culpados que julguei condenados.
Arquitetando uma nova falácia para narrar a mim na esperança de substituir mais uma das fábulas que se vai, me despeço. Rogo para que tenha paciência comigo e com os demais problemas que me acompanham.
Will
E nada tenho a fazer, a não ser me desculpar pelas sandices que povoam o inóspito buraco da minha mente, que nada tem a não ser conspirações tolas, de uma falta de senso sem rumo, que leva só ao desastre.
E temo dizer que não é a primeira, nem será a última vez que acontecerá. Por mais que eu e você achemos descarado afirmar tal iniquidade.
Por isso complemento com mais, dizendo errada a minha teoria da substituibilidade e errada minha arrogância ignorante, não em conhecimento, mas em existência.
Nada é reparável, nada é ignorável, nada é perverso demais a ponto que não se possa tirar algo proveitoso. Portanto reitero os alicerces do que pra mim já havia dado como morto, e me desculpo pelas vítimas que julguei feridas, e os culpados que julguei condenados.
Arquitetando uma nova falácia para narrar a mim na esperança de substituir mais uma das fábulas que se vai, me despeço. Rogo para que tenha paciência comigo e com os demais problemas que me acompanham.
Will
domingo, 13 de junho de 2010
Sonhos
Era uma vez um menino, que sentado ao lado de seus sonhos, contava-lhe seus medos e alegrias de poucos dias. Era uma vez o futuro, que zelava pelos sonhos do pequeno.
A chuva cai, a criança cresce, o sonho some e o futuro torna-se o menino.
Will
A chuva cai, a criança cresce, o sonho some e o futuro torna-se o menino.
Will
sábado, 15 de maio de 2010
Harlerrot
Erguendo os olhos incrédulos
Bem ou mal, são como seguem as cortinas
Brilhando as luzes como brilham os dias
Reluzindo o mármore que cobre as expectativas
Ao sorrir, ao cair as lágrimas de tinta
Aclamando ao zombar da vida
Ah se o mármore sorrisse além da tinta
E a máscara se quebrasse, e tocasse a Colombina
Saltitando em pleno palco, expressando alegria
Que passam dos olhos, que por trás da máscara
As luzes vêem, e esperam o dia
Quem se dera conta do valor de tanto mimo
Distante da normalidade, calando o silêncio
Ao fluir de luas, puritano maluco
Quem se dera conta do quão bobo e travesso se faz
Irrisível, caricato, levemente sagaz
Entre peripécias e pormenores, do frio mármore
Do anonimato se apraz
Ingenuamente, de roupas largas figurando em meio a vida
Controverso, de ladina poesia
Aguardando o descuido de um lado,
Para de assalto tomar, a loucura ou a rebeldia
Que pinta as faces sobre o mármore
E esconde a realidade sincera, no ato, palco da vida.
Will
Mais que mais palhaços, mais que mais Commedia dell'arte, mais que horas perdidas, menos que eu poderia.
Bem ou mal, são como seguem as cortinas
Brilhando as luzes como brilham os dias
Reluzindo o mármore que cobre as expectativas
Ao sorrir, ao cair as lágrimas de tinta
Aclamando ao zombar da vida
Ah se o mármore sorrisse além da tinta
E a máscara se quebrasse, e tocasse a Colombina
Saltitando em pleno palco, expressando alegria
Que passam dos olhos, que por trás da máscara
As luzes vêem, e esperam o dia
Quem se dera conta do valor de tanto mimo
Distante da normalidade, calando o silêncio
Ao fluir de luas, puritano maluco
Quem se dera conta do quão bobo e travesso se faz
Irrisível, caricato, levemente sagaz
Entre peripécias e pormenores, do frio mármore
Do anonimato se apraz
Ingenuamente, de roupas largas figurando em meio a vida
Controverso, de ladina poesia
Aguardando o descuido de um lado,
Para de assalto tomar, a loucura ou a rebeldia
Que pinta as faces sobre o mármore
E esconde a realidade sincera, no ato, palco da vida.
Will
Mais que mais palhaços, mais que mais Commedia dell'arte, mais que horas perdidas, menos que eu poderia.
domingo, 9 de maio de 2010
Anjos caídos
Tão perto quanto
Num sentir compadecido
Eu entre eles, todos
Todos anjos, destinos caídos
Não eram agradáveis
Nem tampouco conhecidos
Restando a todo silêncio relutante
Arrancar-lhes as penas d'antes
E alcunhar-lhes, amigos.
Will
Espasmo da madrugada, um beijo e um abraço aos que debaixo das penas dessas asas quebradas estão, aos meu queridos, ocultos, anjos caídos...
Num sentir compadecido
Eu entre eles, todos
Todos anjos, destinos caídos
Não eram agradáveis
Nem tampouco conhecidos
Restando a todo silêncio relutante
Arrancar-lhes as penas d'antes
E alcunhar-lhes, amigos.
Will
Espasmo da madrugada, um beijo e um abraço aos que debaixo das penas dessas asas quebradas estão, aos meu queridos, ocultos, anjos caídos...
sábado, 24 de abril de 2010
Feliz 382 dias...
Sim, feliz 382 dias! Passou só um pouquinho do primeiro ano de blog, não?
Enfim, esse recinto se encontra abandonado. Mesmo contra minha vontade. Pode-se dizer que ainda assim foi interessante o que se pôde fazer ao longo de um ano. Essa brincadeira foi até certo ponto produtiva.
Só lamento por não ter tempo de me dedicar ao ócio irresponsável. Lamento não ter tido tempo de escrever mais, de não ter tido tempo de lembrar que o blog fez 1 ano. Sequer tive o direito de estruturar uma crise de 20 anos. Vai ficar pra depois...
Sim, de mim as palavras saem motivadas pela falta de senso, pelo devaneio, pela insanidade transitória. Bom, só é permitida a loucura à quem nada tem a fazer.
Pois bem, me foi tomada toda a insalubridade mental e a criatividade (in)produtiva. E no lugar destas deixaram esse resto de pessoa inconveniente, que aos percausos de rotina se torna nada mais que um poço incômodo de irritação.
No mais, desejo a todos dias belos e rotinas brandas, para que possam pintar seus quadros com tempo para escolherem suas cores.
Will
Enfim, esse recinto se encontra abandonado. Mesmo contra minha vontade. Pode-se dizer que ainda assim foi interessante o que se pôde fazer ao longo de um ano. Essa brincadeira foi até certo ponto produtiva.
Só lamento por não ter tempo de me dedicar ao ócio irresponsável. Lamento não ter tido tempo de escrever mais, de não ter tido tempo de lembrar que o blog fez 1 ano. Sequer tive o direito de estruturar uma crise de 20 anos. Vai ficar pra depois...
Sim, de mim as palavras saem motivadas pela falta de senso, pelo devaneio, pela insanidade transitória. Bom, só é permitida a loucura à quem nada tem a fazer.
Pois bem, me foi tomada toda a insalubridade mental e a criatividade (in)produtiva. E no lugar destas deixaram esse resto de pessoa inconveniente, que aos percausos de rotina se torna nada mais que um poço incômodo de irritação.
No mais, desejo a todos dias belos e rotinas brandas, para que possam pintar seus quadros com tempo para escolherem suas cores.
Will
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O Rock é o que fica
Com medo dos sonhos que perdi
As faces de ontem, o que já fiz
Não me olhe nos olhos...
Não perturbe onde estou
Não me olhe nos olhos...
Nem sei o que restou
Abaixo dos pés...
Ao som do Rock n’ Roll
Erguendo o áudio
Incinerando cada esquina
A vida é minha
E o Rock é o que fica
Joguei na mala, saquei a chave
E vergonha na cara eu deixei em casa
Dentro do carro, esquecendo ontem
Eu que não volto mais
Não, eu não tenho nome
Eu não tenho nada mais
Não, eu não tenho posses
Um carro velho e uma guitarra no banco de trás
Gritando alto...
Cantando Rock n’ Roll
Erguendo o áudio
Incinerando cada esquina
A vida é minha
E o Rock é o que fica
E eu já não sei mais
A quantos dias que eu olho adiante
E não vejo nada atrás
E eu já não sei mais
O que me dizem e reclamam
Desse som alto demais
O de sempre a fazer...
Só eu e o Rock n’ Roll
Will
Outra música... Desculpe se é o que me faz feliz...
As faces de ontem, o que já fiz
Não me olhe nos olhos...
Não perturbe onde estou
Não me olhe nos olhos...
Nem sei o que restou
Abaixo dos pés...
Ao som do Rock n’ Roll
Erguendo o áudio
Incinerando cada esquina
A vida é minha
E o Rock é o que fica
Joguei na mala, saquei a chave
E vergonha na cara eu deixei em casa
Dentro do carro, esquecendo ontem
Eu que não volto mais
Não, eu não tenho nome
Eu não tenho nada mais
Não, eu não tenho posses
Um carro velho e uma guitarra no banco de trás
Gritando alto...
Cantando Rock n’ Roll
Erguendo o áudio
Incinerando cada esquina
A vida é minha
E o Rock é o que fica
E eu já não sei mais
A quantos dias que eu olho adiante
E não vejo nada atrás
E eu já não sei mais
O que me dizem e reclamam
Desse som alto demais
O de sempre a fazer...
Só eu e o Rock n’ Roll
Will
Outra música... Desculpe se é o que me faz feliz...
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