Pobre diabo armado, que destila e profere adagas de veneno contra o próprio peito. Pobre dos olhos abaixo, que nunca tocaram o céu, e das mentiras restando tão somente o amargo fel. Deliberado respingar de lágrimas ácidas, mordendo quinas aparadas de marfim, rangendo ao trepidar dos ventos, matando a vida que se ergue abaixo do negro solado que cobre os pés.
O bater da porta é inevitável. Ao sabor de maçãs doces, viajo ao confins do mundo e me recolho. O poetizar da morte, tal qual a lírica da vida, ambos ressoam no mesmo corredor raso das urnas e dos ossuários. Cântido desejo de asas negras, a inflamar o mar de óleo ralo. Em que frases soltas queimam como fósforos esparsos num dia de vento, mas os brilhos em meio a noite perduram e marcam com vermelho os negros olhos da noite.
Esses são os desejos de um matador de aluguel que não se vende, e nem mesmo mata. As últimas palavras do testamento indigente, de um legítimo Zé ninguém. Em que assinado com traços de carvão, sela todas e mais outras promessas, todas elas em vão.
Will
Sei que por hoje algo me corrói, já não é de agora, nem de pouco antes. Sei que por hoje algo me corrói, e hei de cuspir amargo até que sinta denovo palavras doces...
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Pierrô Incendiário
Você pode ver
Do alto do terraço
Pontos claros e fumaça
De um brilho que inspira
Comumente ainda vejo
Dias 23 mas nem sempre
Perdido entre noites quentes
As estrelas que cintilam
Livres em fogo ardente
De um fogo abandonado
Chorando lágrimas de cinzas
Pierrô incendiário
Pondo luz a estes dias
Me dê um cálice de gasolina
Para brindar à estas vidas
Atear luz, sorrindo dias
Inspirando a fuligem da vida
Olhos manchados
Da pintura de um bobo
Pierrô, louco ou palhaço?
Que flama poemas em fumaça
Livrado os dias 23
Viverá ele com quais laços?
De um fogo abandonado
Chorando lágrimas de cinzas
Pierrô incendiário
Pondo luz a estes dias
Me dê um cálice de gasolina
Para brindar à estas vidas
Atear luz, sorrindo dias
Inspirando a fuligem da vida
Alastrando a gasolina
Debaixo do céu negro
Agarre um fósforo e faça luz
Atirando ao alto os sonhos
De Pierrô incendiário... Boom!
Will
Nem mesmo meus dias me ajudam a deixar a psicose aflorar, não foi algo deveras inspirado, nem deveras psicótico quanto poderia ser, mas enfim... São corpos pegando fogo do mesmo jeito...
Do alto do terraço
Pontos claros e fumaça
De um brilho que inspira
Comumente ainda vejo
Dias 23 mas nem sempre
Perdido entre noites quentes
As estrelas que cintilam
Livres em fogo ardente
De um fogo abandonado
Chorando lágrimas de cinzas
Pierrô incendiário
Pondo luz a estes dias
Me dê um cálice de gasolina
Para brindar à estas vidas
Atear luz, sorrindo dias
Inspirando a fuligem da vida
Olhos manchados
Da pintura de um bobo
Pierrô, louco ou palhaço?
Que flama poemas em fumaça
Livrado os dias 23
Viverá ele com quais laços?
De um fogo abandonado
Chorando lágrimas de cinzas
Pierrô incendiário
Pondo luz a estes dias
Me dê um cálice de gasolina
Para brindar à estas vidas
Atear luz, sorrindo dias
Inspirando a fuligem da vida
Alastrando a gasolina
Debaixo do céu negro
Agarre um fósforo e faça luz
Atirando ao alto os sonhos
De Pierrô incendiário... Boom!
Will
Nem mesmo meus dias me ajudam a deixar a psicose aflorar, não foi algo deveras inspirado, nem deveras psicótico quanto poderia ser, mas enfim... São corpos pegando fogo do mesmo jeito...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Orkut
Sabe, estava a ler meu orkut e vi que tem coisas legais perdidas pelo perfil, vou dar uma amostra pra ser lembrada e servir de inspiração posterior:
Quem sou eu: "Eu sou tudo que eu e você gostaríamos de ser, e ainda assim gostaria de ser você."
Paixões: "Amo todas as minhas cartas, de um baralho cheio delas, e de todas a favorita, dama, de ouro, é o nome dela..."
Livros: "Éam, nops? Mamãe, eu disse que queria ser engenheiro, brincar com números e entender a tal da física, mas oras, de tempos virei pedreiro, tijolo cimento, cantadas de primeira, é coisa demais. Ler? Não aguento..."
Descrição do trabalho: "Como todo perfeito atrapalhado, acordo, me visto, me malho. Eis que o peso acima do pescoço é deveras incômodo, e todo o vazio denso entre as orelhas incomoda a sanidade. Desde o princípio, que também era o fim, eu pequeno, dando trabalho para mim. Sabe, sou um trabalho feliz, sou um trabalho atrapalhado, sou um trabalho inconstante, mas acho que sou um trabalho amado..."
Will
Sabe, preciso voltar a ter tempo pra tudo isso aqui que gosto muito... Enfim, fora a frase dos livros, as outras são deveras poéticas e profundas, entenda-as como quiser... Boa madrugada...
Quem sou eu: "Eu sou tudo que eu e você gostaríamos de ser, e ainda assim gostaria de ser você."
Paixões: "Amo todas as minhas cartas, de um baralho cheio delas, e de todas a favorita, dama, de ouro, é o nome dela..."
Livros: "Éam, nops? Mamãe, eu disse que queria ser engenheiro, brincar com números e entender a tal da física, mas oras, de tempos virei pedreiro, tijolo cimento, cantadas de primeira, é coisa demais. Ler? Não aguento..."
Descrição do trabalho: "Como todo perfeito atrapalhado, acordo, me visto, me malho. Eis que o peso acima do pescoço é deveras incômodo, e todo o vazio denso entre as orelhas incomoda a sanidade. Desde o princípio, que também era o fim, eu pequeno, dando trabalho para mim. Sabe, sou um trabalho feliz, sou um trabalho atrapalhado, sou um trabalho inconstante, mas acho que sou um trabalho amado..."
Will
Sabe, preciso voltar a ter tempo pra tudo isso aqui que gosto muito... Enfim, fora a frase dos livros, as outras são deveras poéticas e profundas, entenda-as como quiser... Boa madrugada...
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Há de ser
Desde quando, vai saber
Que não risca o ar, nem eu sei
Certos dias nascem para ser
Loucos dias, e dias pra viver
Saque suas injúrias pra dizer
Palavras na agulha há de ter
Puxe o percursor, o que irá fazer?
Bélico há de ser
Mordendo os lábio pra conter
Impulsos loucos a nascer
Fazendo a mira por fazer
Incertos alvos de acasos sem porque
Saque suas injúrias pra dizer
Palavras na agulha há de ter
Puxe o percursor, o que irá fazer?
Bélico há de ser
Até quando conterá
A língua no gatilho do dizer
Suportando, algum dia...
Bélico há de ser...
Will
Escrever música é algo fenomenal, fazê-la soar é melhor ainda...
Que não risca o ar, nem eu sei
Certos dias nascem para ser
Loucos dias, e dias pra viver
Saque suas injúrias pra dizer
Palavras na agulha há de ter
Puxe o percursor, o que irá fazer?
Bélico há de ser
Mordendo os lábio pra conter
Impulsos loucos a nascer
Fazendo a mira por fazer
Incertos alvos de acasos sem porque
Saque suas injúrias pra dizer
Palavras na agulha há de ter
Puxe o percursor, o que irá fazer?
Bélico há de ser
Até quando conterá
A língua no gatilho do dizer
Suportando, algum dia...
Bélico há de ser...
Will
Escrever música é algo fenomenal, fazê-la soar é melhor ainda...
domingo, 27 de setembro de 2009
Wolves n' Ashes - Fogs & Full Moons
Lobos e cinzas, neblinas e luas cheias, ou talvez, luas tolas(fool moons), quem sabe?
Sim, luas de um tolo cosmonauta contemporâneo, de um lupino cerberizado pelos delírios do submundo que habita no cerne da terra. Com os olhos cheios de fuligem branca das almas que queimam no tártaro, eis aqui um cego verborrágico que oculta em falácias as verdades nunca antes ditas.
E se não é esse o propósito dessas linhas, desse diário de um louco, não houve propósito algum desde o começo então. E morrerá por assim ser, escritos de um caderno velho, azul e preto¹.
Do contrário, cedendo vida aos versos de um homem morto, essas são prosas, esses são versos, versos que carregam a minha vida, mas que ninguém saberá ler com os meus olhos, o que ja me foi dito certa vez.
São essas as músicas que embalam os dias e os dias que embalam a vida, essa é a introdução da melodia, que ansiosa aguarda a entrada galopante da bateria. Haverá um refrão para brilhar os versos como brilha o dia?
E enquanto aguardo dias e dias, vou lapidando meus dizeres e afiando meus delírios, num trabalho só, uma madrugada eterna que se renova como uma faísca... E faíscas são as únicas coisas que tenho em minha vida...
Will
¹ - Certa vez me peguei lendo o caderno verde de alguém, procure por isso pelos blogs e saberá do que digo
Sim, mais um texto pra falar de mim, pra falar de tudo isso aqui. Pois então, passar bem...
Sim, luas de um tolo cosmonauta contemporâneo, de um lupino cerberizado pelos delírios do submundo que habita no cerne da terra. Com os olhos cheios de fuligem branca das almas que queimam no tártaro, eis aqui um cego verborrágico que oculta em falácias as verdades nunca antes ditas.
E se não é esse o propósito dessas linhas, desse diário de um louco, não houve propósito algum desde o começo então. E morrerá por assim ser, escritos de um caderno velho, azul e preto¹.
Do contrário, cedendo vida aos versos de um homem morto, essas são prosas, esses são versos, versos que carregam a minha vida, mas que ninguém saberá ler com os meus olhos, o que ja me foi dito certa vez.
São essas as músicas que embalam os dias e os dias que embalam a vida, essa é a introdução da melodia, que ansiosa aguarda a entrada galopante da bateria. Haverá um refrão para brilhar os versos como brilha o dia?
E enquanto aguardo dias e dias, vou lapidando meus dizeres e afiando meus delírios, num trabalho só, uma madrugada eterna que se renova como uma faísca... E faíscas são as únicas coisas que tenho em minha vida...
Will
¹ - Certa vez me peguei lendo o caderno verde de alguém, procure por isso pelos blogs e saberá do que digo
Sim, mais um texto pra falar de mim, pra falar de tudo isso aqui. Pois então, passar bem...
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Sutilezas da alma
Eis que me uivam aos ouvidos mais uma vez, outra madrugada amaldiçoada.
Os cães da alma que com dentes presos a sua jugular se debatem a fim de jorrar o sangue, e as sutilezas da alma que declinam como a queda do martelo trepidam. Tudo dilacera, dilacera e esmigalha.
A paciência é a dádiva da cólera não gasta, o advento da fúria por acumular. Eis que o jarro quebra e o veneno escorre, escorre e mata. Piedade é a homeopatia do entoxicar, simplesmente não mata, usa do tempo para desgastar.
Os cães que bebem da água do submundo certamente sabem que não verão o amanhecer. Entre cóleras e fúrias, overdoses não hão de os poupar.
Sutilezas da alma são para quem tem o tato para se valer das nove polegadas. Quem enterra, enterrará. Por fim será enterrado, e morrerá. Essas são as sutilezas da alma, você consegue vê-las? Ou envenenado com sua piedade morrerá?
Os cães da alma que com dentes presos a sua jugular se debatem a fim de jorrar o sangue, e as sutilezas da alma que declinam como a queda do martelo trepidam. Tudo dilacera, dilacera e esmigalha.
A paciência é a dádiva da cólera não gasta, o advento da fúria por acumular. Eis que o jarro quebra e o veneno escorre, escorre e mata. Piedade é a homeopatia do entoxicar, simplesmente não mata, usa do tempo para desgastar.
Os cães que bebem da água do submundo certamente sabem que não verão o amanhecer. Entre cóleras e fúrias, overdoses não hão de os poupar.
Sutilezas da alma são para quem tem o tato para se valer das nove polegadas. Quem enterra, enterrará. Por fim será enterrado, e morrerá. Essas são as sutilezas da alma, você consegue vê-las? Ou envenenado com sua piedade morrerá?
sábado, 19 de setembro de 2009
Zenith (Topo dos céus)
A noite os céus que brilham constantes
Ligam seus holofotes, acendem suas estrelas
Para que outros também possam brilhar
Estrelas que tilintam, músicas compostas
Algumas melodias da noite, canções de luar
As cigarras com suas harmonias
Os ventos passam a brincar
Feche seus olhos, e sinta a brisa passando
Sinta a freqüência da mente
Sinta a brisa lunar
Seria esse o meu Zenith?
No topo dos céus a sonhar
A astronomia da música, silente observar
Toca a alma da noite, encanta estrelas a voar
Encantador da mente, noites a poetizar
Ligando pontos em pleno céu, só a desenhar
Poderiam as estrelas por mim soar?
Tilintando seu brilho, e assim cantar?
Feche os seus olhos, e sinta as tocar
Sinta a freqüência da noite
Me façam flutuar
Alcançando o Zenith
O topo dos céus para tocar
Sentado sobre a lua, com os olhos altos
Celeste a observar, tocando notas
Freqüências no céu a brilhar
Desenhando meus próprios sonhos
Letras no céu, no topo do céu
O meu Zenith particular
Ligam seus holofotes, acendem suas estrelas
Para que outros também possam brilhar
Estrelas que tilintam, músicas compostas
Algumas melodias da noite, canções de luar
As cigarras com suas harmonias
Os ventos passam a brincar
Feche seus olhos, e sinta a brisa passando
Sinta a freqüência da mente
Sinta a brisa lunar
Seria esse o meu Zenith?
No topo dos céus a sonhar
A astronomia da música, silente observar
Toca a alma da noite, encanta estrelas a voar
Encantador da mente, noites a poetizar
Ligando pontos em pleno céu, só a desenhar
Poderiam as estrelas por mim soar?
Tilintando seu brilho, e assim cantar?
Feche os seus olhos, e sinta as tocar
Sinta a freqüência da noite
Me façam flutuar
Alcançando o Zenith
O topo dos céus para tocar
Sentado sobre a lua, com os olhos altos
Celeste a observar, tocando notas
Freqüências no céu a brilhar
Desenhando meus próprios sonhos
Letras no céu, no topo do céu
O meu Zenith particular
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