Era uma vez um menino, que sentado ao lado de seus sonhos, contava-lhe seus medos e alegrias de poucos dias. Era uma vez o futuro, que zelava pelos sonhos do pequeno.
A chuva cai, a criança cresce, o sonho some e o futuro torna-se o menino.
Will
domingo, 13 de junho de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
Harlerrot
Erguendo os olhos incrédulos
Bem ou mal, são como seguem as cortinas
Brilhando as luzes como brilham os dias
Reluzindo o mármore que cobre as expectativas
Ao sorrir, ao cair as lágrimas de tinta
Aclamando ao zombar da vida
Ah se o mármore sorrisse além da tinta
E a máscara se quebrasse, e tocasse a Colombina
Saltitando em pleno palco, expressando alegria
Que passam dos olhos, que por trás da máscara
As luzes vêem, e esperam o dia
Quem se dera conta do valor de tanto mimo
Distante da normalidade, calando o silêncio
Ao fluir de luas, puritano maluco
Quem se dera conta do quão bobo e travesso se faz
Irrisível, caricato, levemente sagaz
Entre peripécias e pormenores, do frio mármore
Do anonimato se apraz
Ingenuamente, de roupas largas figurando em meio a vida
Controverso, de ladina poesia
Aguardando o descuido de um lado,
Para de assalto tomar, a loucura ou a rebeldia
Que pinta as faces sobre o mármore
E esconde a realidade sincera, no ato, palco da vida.
Will
Mais que mais palhaços, mais que mais Commedia dell'arte, mais que horas perdidas, menos que eu poderia.
Bem ou mal, são como seguem as cortinas
Brilhando as luzes como brilham os dias
Reluzindo o mármore que cobre as expectativas
Ao sorrir, ao cair as lágrimas de tinta
Aclamando ao zombar da vida
Ah se o mármore sorrisse além da tinta
E a máscara se quebrasse, e tocasse a Colombina
Saltitando em pleno palco, expressando alegria
Que passam dos olhos, que por trás da máscara
As luzes vêem, e esperam o dia
Quem se dera conta do valor de tanto mimo
Distante da normalidade, calando o silêncio
Ao fluir de luas, puritano maluco
Quem se dera conta do quão bobo e travesso se faz
Irrisível, caricato, levemente sagaz
Entre peripécias e pormenores, do frio mármore
Do anonimato se apraz
Ingenuamente, de roupas largas figurando em meio a vida
Controverso, de ladina poesia
Aguardando o descuido de um lado,
Para de assalto tomar, a loucura ou a rebeldia
Que pinta as faces sobre o mármore
E esconde a realidade sincera, no ato, palco da vida.
Will
Mais que mais palhaços, mais que mais Commedia dell'arte, mais que horas perdidas, menos que eu poderia.
domingo, 9 de maio de 2010
Anjos caídos
Tão perto quanto
Num sentir compadecido
Eu entre eles, todos
Todos anjos, destinos caídos
Não eram agradáveis
Nem tampouco conhecidos
Restando a todo silêncio relutante
Arrancar-lhes as penas d'antes
E alcunhar-lhes, amigos.
Will
Espasmo da madrugada, um beijo e um abraço aos que debaixo das penas dessas asas quebradas estão, aos meu queridos, ocultos, anjos caídos...
Num sentir compadecido
Eu entre eles, todos
Todos anjos, destinos caídos
Não eram agradáveis
Nem tampouco conhecidos
Restando a todo silêncio relutante
Arrancar-lhes as penas d'antes
E alcunhar-lhes, amigos.
Will
Espasmo da madrugada, um beijo e um abraço aos que debaixo das penas dessas asas quebradas estão, aos meu queridos, ocultos, anjos caídos...
sábado, 24 de abril de 2010
Feliz 382 dias...
Sim, feliz 382 dias! Passou só um pouquinho do primeiro ano de blog, não?
Enfim, esse recinto se encontra abandonado. Mesmo contra minha vontade. Pode-se dizer que ainda assim foi interessante o que se pôde fazer ao longo de um ano. Essa brincadeira foi até certo ponto produtiva.
Só lamento por não ter tempo de me dedicar ao ócio irresponsável. Lamento não ter tido tempo de escrever mais, de não ter tido tempo de lembrar que o blog fez 1 ano. Sequer tive o direito de estruturar uma crise de 20 anos. Vai ficar pra depois...
Sim, de mim as palavras saem motivadas pela falta de senso, pelo devaneio, pela insanidade transitória. Bom, só é permitida a loucura à quem nada tem a fazer.
Pois bem, me foi tomada toda a insalubridade mental e a criatividade (in)produtiva. E no lugar destas deixaram esse resto de pessoa inconveniente, que aos percausos de rotina se torna nada mais que um poço incômodo de irritação.
No mais, desejo a todos dias belos e rotinas brandas, para que possam pintar seus quadros com tempo para escolherem suas cores.
Will
Enfim, esse recinto se encontra abandonado. Mesmo contra minha vontade. Pode-se dizer que ainda assim foi interessante o que se pôde fazer ao longo de um ano. Essa brincadeira foi até certo ponto produtiva.
Só lamento por não ter tempo de me dedicar ao ócio irresponsável. Lamento não ter tido tempo de escrever mais, de não ter tido tempo de lembrar que o blog fez 1 ano. Sequer tive o direito de estruturar uma crise de 20 anos. Vai ficar pra depois...
Sim, de mim as palavras saem motivadas pela falta de senso, pelo devaneio, pela insanidade transitória. Bom, só é permitida a loucura à quem nada tem a fazer.
Pois bem, me foi tomada toda a insalubridade mental e a criatividade (in)produtiva. E no lugar destas deixaram esse resto de pessoa inconveniente, que aos percausos de rotina se torna nada mais que um poço incômodo de irritação.
No mais, desejo a todos dias belos e rotinas brandas, para que possam pintar seus quadros com tempo para escolherem suas cores.
Will
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O Rock é o que fica
Com medo dos sonhos que perdi
As faces de ontem, o que já fiz
Não me olhe nos olhos...
Não perturbe onde estou
Não me olhe nos olhos...
Nem sei o que restou
Abaixo dos pés...
Ao som do Rock n’ Roll
Erguendo o áudio
Incinerando cada esquina
A vida é minha
E o Rock é o que fica
Joguei na mala, saquei a chave
E vergonha na cara eu deixei em casa
Dentro do carro, esquecendo ontem
Eu que não volto mais
Não, eu não tenho nome
Eu não tenho nada mais
Não, eu não tenho posses
Um carro velho e uma guitarra no banco de trás
Gritando alto...
Cantando Rock n’ Roll
Erguendo o áudio
Incinerando cada esquina
A vida é minha
E o Rock é o que fica
E eu já não sei mais
A quantos dias que eu olho adiante
E não vejo nada atrás
E eu já não sei mais
O que me dizem e reclamam
Desse som alto demais
O de sempre a fazer...
Só eu e o Rock n’ Roll
Will
Outra música... Desculpe se é o que me faz feliz...
As faces de ontem, o que já fiz
Não me olhe nos olhos...
Não perturbe onde estou
Não me olhe nos olhos...
Nem sei o que restou
Abaixo dos pés...
Ao som do Rock n’ Roll
Erguendo o áudio
Incinerando cada esquina
A vida é minha
E o Rock é o que fica
Joguei na mala, saquei a chave
E vergonha na cara eu deixei em casa
Dentro do carro, esquecendo ontem
Eu que não volto mais
Não, eu não tenho nome
Eu não tenho nada mais
Não, eu não tenho posses
Um carro velho e uma guitarra no banco de trás
Gritando alto...
Cantando Rock n’ Roll
Erguendo o áudio
Incinerando cada esquina
A vida é minha
E o Rock é o que fica
E eu já não sei mais
A quantos dias que eu olho adiante
E não vejo nada atrás
E eu já não sei mais
O que me dizem e reclamam
Desse som alto demais
O de sempre a fazer...
Só eu e o Rock n’ Roll
Will
Outra música... Desculpe se é o que me faz feliz...
segunda-feira, 15 de março de 2010
Rosas Laranjas
Não costumava ser como antes
Os rabiscos, as promessas
Que a orar em preces,
Cobriam de expectativa
Releve essa extasia de vida
A paranóia insólita, vazia
E os desgraçados que choram
E abandone assim, esses hábitos
Ao fim da melodia, laranja
As rosas que sobram
Então, sempre presentes de canto
À mesa, os ramos
Das pétalas de amáveis gestos
Que traziam sorrisos certos
E abandone assim, esses hábitos
Ao fim da melodia, laranja
As rosas que sobram
As rosas laranjas
E os dias que correm
Will
Sempre que possível tentarei manter a média de 2 posts por mês, mais, se possível. Apesar de que, como ando, apenas spamearei meu próprio recinto...
Até a próxima vez...
Os rabiscos, as promessas
Que a orar em preces,
Cobriam de expectativa
Releve essa extasia de vida
A paranóia insólita, vazia
E os desgraçados que choram
E abandone assim, esses hábitos
Ao fim da melodia, laranja
As rosas que sobram
Então, sempre presentes de canto
À mesa, os ramos
Das pétalas de amáveis gestos
Que traziam sorrisos certos
E abandone assim, esses hábitos
Ao fim da melodia, laranja
As rosas que sobram
As rosas laranjas
E os dias que correm
Will
Sempre que possível tentarei manter a média de 2 posts por mês, mais, se possível. Apesar de que, como ando, apenas spamearei meu próprio recinto...
Até a próxima vez...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Simplesmente não sei
Não sei se já sentiste a incontrolável vontade de causar sofrimento ao mundo, de bradar todas as chagas da almas até mesmo aos surdos, de matar e ver, por prazer, o respingar do sangue à luz da lua.
Não sei o quão fora da sanidade pode estar, eu, você, e todos os corpos a que desejo. E não nego o deleite da selvageria a que vim degustar. Mas sim, enquanto vivo renego a você a piedade, que por alguns instantes da vida, julgo estar morta e enterrada dentro do lúgubre peito, criado das cinzas e da poeira que cobre o esquecer frio das lápides, covas, sepulturas.
Não sei se sabes a origem do mal, tão pouco de todo o infeliz salivar ácido proveniente das injúrias e delírios que corroem a carne, a alma. Mas sinto que de certa forma útil me será, e temo pelos vivos. Temo e não temo, em um paradoxo sádico, homicida.
Não sei na verdade nada, e o sei com todo gosto, não sei se tenho em memórias imagens, rostos. Mas sei que de nada servem, à um morto.
Will
E como ja disse a alguém, devo ser um cara amargurado e rancoroso pra fluir fácil e bem linhas com tanto pesar. Enfim, bem vindo a um 2010 repleto, mais uma vez, de mim. Adieu
Não sei o quão fora da sanidade pode estar, eu, você, e todos os corpos a que desejo. E não nego o deleite da selvageria a que vim degustar. Mas sim, enquanto vivo renego a você a piedade, que por alguns instantes da vida, julgo estar morta e enterrada dentro do lúgubre peito, criado das cinzas e da poeira que cobre o esquecer frio das lápides, covas, sepulturas.
Não sei se sabes a origem do mal, tão pouco de todo o infeliz salivar ácido proveniente das injúrias e delírios que corroem a carne, a alma. Mas sinto que de certa forma útil me será, e temo pelos vivos. Temo e não temo, em um paradoxo sádico, homicida.
Não sei na verdade nada, e o sei com todo gosto, não sei se tenho em memórias imagens, rostos. Mas sei que de nada servem, à um morto.
Will
E como ja disse a alguém, devo ser um cara amargurado e rancoroso pra fluir fácil e bem linhas com tanto pesar. Enfim, bem vindo a um 2010 repleto, mais uma vez, de mim. Adieu
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